O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, rejeitou este sábado, em Pemba, as acusações de violações dos direitos humanos associadas ao megaprojeto de gás em Cabo Delgado, classificando-as como infundadas e fruto de manipulação por parte de alguns investigadores e meios de comunicação.
Chapo afirmou que tanto a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) como a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigaram as denúncias e não encontraram provas que sustentem os relatos divulgados. As declarações surgem dias depois de uma queixa apresentada em Paris contra a TotalEnergies por alegada conivência em massacres ocorridos durante o ataque terrorista de 2021 em Palma.
Em conferência de imprensa, o Presidente criticou o que descreve como tentativas de distorcer a opinião pública através de estudos e reportagens que, segundo ele, não correspondem à realidade. Revelou ainda que equipas oficiais se deslocaram a zonas críticas como Palma, Afungi, Mocímboa da Praia e Macomia, sem confirmar as alegações.
Chapo sublinhou que a abertura da delegação provincial da CNDH em Pemba demonstra o compromisso do Governo em fortalecer o Estado de Direito e promover a proteção dos direitos humanos no país.

