O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na sexta-feira (18) a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de seus aliados, acusando-os de violar a liberdade de expressão e de promover perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Rubio, a decisão está alinhada com a política do presidente Donald Trump, que prometeu responsabilizar estrangeiros por censura a direitos protegidos nos EUA. O senador afirmou que as ações de Moraes ultrapassam fronteiras e atingem cidadãos americanos.
A medida ocorre após decisões judiciais de Moraes contra Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que incluem o uso de tornozeleira eletrónica, recolhimento domiciliar e proibição de contatos com autoridades estrangeiras.
Nos bastidores, aliados de Eduardo Bolsonaro afirmam que novas sanções podem ser impostas ao Brasil, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky, aumento de tarifas, sanções tecnológicas e até a expulsão de diplomatas brasileiros.
O governo brasileiro reagiu com firmeza. A ministra Gleisi Hoffmann classificou a decisão americana como uma afronta à soberania nacional, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o Judiciário está a cumprir seu dever constitucional de defender a democracia.
Na oposição, deputados como Paulo Bilynskyj e Nikolas Ferreira comemoraram a retaliação americana, vendo nela um gesto de apoio à causa bolsonarista. Eduardo Bolsonaro agradeceu diretamente a Trump e Rubio, prometendo que “muito mais está por vir”.