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    Estudantes da Lusíada em Cabinda impedidos de fazer exames

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    Um ambiente de tensão e protesto instalou-se no Instituto Superior Politécnico de Lusíada de Cabinda, depois de vários estudantes terem sido impedidos de realizar os exames anuais devido a dívidas acumuladas de propinas.

    A decisão gerou indignação, sobretudo porque a situação decorre de falhas prolongadas no sistema de pagamentos da própria instituição, ocorridas ao longo do ano académico 2024-2025.

    Desde o início do ano letivo, os estudantes enfrentaram obstáculos na regularização das propinas, devido a uma falha técnica no sistema informático que durou mais de cinco meses. Durante esse período, os alunos apenas conseguiram pagar o valor referente ao mês de outubro, aquando da matrícula, ficando impossibilitados de efetuar os pagamentos mensais subsequentes.

    Em maio, o presidente da Associação de Estudantes anunciou a normalização do sistema e garantiu que nenhum aluno seria prejudicado, desde que regularizasse as mensalidades de forma faseada antes do período de confirmação das matrículas. No entanto, essa promessa não se concretizou.

    No dia 30 de Junho, data marcada para o início dos exames anuais, os estudantes foram surpreendidos por fiscais da universidade que percorreram as salas de aula para barrar o acesso às provas de quem não tivesse o pagamento completo até fevereiro. As cobranças variavam entre 168.000 a 215.000 kwanzas, com o ultimato de pagamento até quarta-feira, dia 2 de Julho.

    Estudantes denunciam que a Instituição não apresentou alternativas viáveis, apesar das várias tentativas de diálogo nos últimos meses. Muitos consideram a medida injusta, uma vez que se trata de um problema gerado pela própria Universidade e não por má fé dos alunos.

    “A responsabilidade não pode ser empurrada para nós. Fizemos tudo para pagar e agora querem que juntemos quase 200 mil kwanzas em três dias?”, questiona um estudante.

    A situação afeta, sobretudo, estudantes que dependem de rendimentos próprios, oriundos de trabalhos informais, e que não contam com apoio financeiro regular das famílias. A pressão para pagar em tão pouco tempo é vista como desumana e desrespeitosa perante a diversidade social dos estudantes.

    REIVINDICAÇÕES DOS ESTUDANTES

    Perante o impasse, os estudantes apresentaram uma proposta formal, solicitando:

    1. Autorização para todos realizarem os exames, mesmo com pagamentos em atraso;

    2. Impedimento da confirmação de matrícula no próximo ano letivo para quem não tiver regularizado até fevereiro de 2025;

    3. Implementação de um plano de pagamento faseado para o segundo semestre;

    4. Reconhecimento institucional da falha técnica como causa principal do problema.

    Os estudantes sublinham que não recusam pagar, mas pedem condições mais humanas e respeito pela sua situação socioeconómica. Até ao momento, a direção da Universidade Lusíada de Cabinda não emitiu qualquer comunicado oficial sobre o caso.

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